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15/05/2019 16h37 - Atualizado em 15/05/2019 16h43

No trânsito, o sentido é a vida

Anápolis participa de campanha mundial em prol da redução de acidentes e mortes

Foto: Renato Lopes - Dircom

As ações pela redução da violência no trânsito são permanentes em Anápolis, mas o mês de maio é especial. Desde o último dia 2, a Prefeitura de Anápolis, via Companhia Municipal de Trânsito e Transporte (CMTT), mobiliza a cidade inteira com a campanha Maio Amarelo.

De palestras a simulações de capotamento, a programação é extensa e envolve até as crianças. "Um de nossos principais aliados na conscientização para um trânsito melhor são elas. A partir de ações educativas, as crianças se tornam vetores da informação e impactam a família como um todo, principalmente os adultos", comenta o diretor de Educação no Trânsito da CMTT, Idan Pinto Brandão.

A agenda vai até o dia 24 de maio, em toda a cidade. E entre os dias 16 e 22, as atividades serão dedicadas à formação de agentes de trânsito mirins, em duas escolas municipais. Confira programação completa ao final da matéria.

Vítima ajuda a conscientizar motoristas

Em blitz educativa realizada nesta quarta-feira, 15, em frente ao Hospital de Urgências de Anápolis (Huana), na Avenida Brasil Norte, havia uma participante de destaque. Ana Paula Bravos, 28 anos, vítima de acidente grave de trânsito. Há dois anos, teve uma das pernas amputadas e hoje é cadeirante. Ela foi convidada pelo próprio hospital, onde ficou internada por quatro meses na época do acidente, para participar do evento e contribuir com a mobilização contando sua história.

“Pode acontecer com qualquer um, é disso que as pessoas precisam se lembrar. É necessário mais respeito no trânsito, mas ele só prevalece quando você tem a capacidade de se colocar no lugar do outro, exercer empatia”, disse Ana Paula. Ela conta que não apenas a vítima é impactada com o acidente, mas toda a família e pessoas próximas.

Acompanhando a participação da filha, Vilmarina Bravos, chamou atenção para a responsabilidade coletiva quando o assunto é trânsito. “Todos têm um papel, assim como os motoristas e pedestres precisam obedecer mais às regras, o poder público tem que manter em bom estado as vias”, comentou.

Sobre a campanha

Trata-se de um movimento internacional de conscientização com uma só proposta: chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito em todo o mundo. Em uma ação coordenada entre poder público e sociedade civil, a intenção é colocar em pauta o tema segurança viária e mobilizar a todos para efetivamente discutir o tema, engajar-se em ações e propagar o conhecimento.

Em Anápolis, a campanha conta com o apoio de diversas instituições, a ação de hoje teve colaboração especial do Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran GO), do Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV) e do Hospital de Urgências de Anápolis (Huana).

Mobilização internacional

A Assembleia-Geral das Nações Unidas editou, em março de 2010, uma resolução definindo o período de 2011 a 2020 como a “Década de Ações para a Segurança no Trânsito”. O documento foi elaborado com base em um estudo da OMS (Organização Mundial da Saúde) que contabilizou, em 2009, cerca de 1,3 milhão de mortes por acidente de trânsito em 178 países. Aproximadamente 50 milhões de pessoas sobreviveram com sequelas.

São três mil vidas perdidas por dia nas estradas e ruas ou a nona maior causa de mortes no mundo. Os acidentes de trânsito são o primeiro responsável por mortes na faixa de 15 a 29 anos de idade; o segundo, na faixa de 5 a 14 anos; e o terceiro, na faixa de 30 a 44 anos. Atualmente, esses acidentes já representam um custo de US$ 518 bilhões por ano ou um percentual entre 1% e 3% do PIB (Produto Interno Bruto) de cada país.

Se nada for feito, a OMS estima que 1,9 milhão de pessoas devem morrer no trânsito em 2020 (passando para a quinta maior causa de mortalidade) e 2,4 milhões, em 2030. Nesse período, entre 20 milhões e 50 milhões de pessoas sobreviverão aos acidentes a cada ano com traumatismos e ferimentos. A intenção da ONU com a “Década de Ação para a Segurança no Trânsito” é poupar, por meio de planos nacionais, regionais e mundial, cinco milhões de vidas até 2020.