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31/01/2017 18h31 - Atualizado em 31/01/2017 18h35

Prefeito faz balanço do primeiro mês de governo e apresenta situação financeira da administração

Levantamento de dívidas e enxugamento da máquina estão entre as ações realizadas no período

Ainda assimilando dificuldades financeiras e projetando soluções administrativas, o prefeito Roberto Naves recebeu a imprensa para uma entrevista coletiva, no Centro Administrativo, ao completar os primeiros 30 dias de governo. Ao lado do procurador geral do município, Antônio Heli de Oliveira, do secretário de planejamento, Igo dos Santos Nascimento, do funcionário de carreira da Caixa Econômica Federal, Geraldo Lino e do diretor da receita Robson Torres, o prefeito fez uma rápida explanação para os presentes, abrindo para perguntas, logo depois. “A melhor forma de chegar até a casa dos anapolinos é por meio dessa entrevista”, ponderou.
 
Segundo Roberto Naves, as suspeitas, manifestadas durante o período da transição, se confirmaram. A Prefeitura passa por uma grande dificuldade financeira. “Há uma dívida de curto prazo, do ano passado, no valor de R$ 75 milhões e outra, de médio prazo, a ser paga nos próximos quatro anos, no valor de R$ 200 milhões. Teremos que fazer cortes, não para pagar dívidas, mas para tornar a Prefeitura viável”, completou. O relatório financeiro aponta ainda, para um déficit de R$ 6 milhões, nos meses em que não há receita do IPTU, como foi o caso de janeiro. 
 
Soluções
A economia já é uma realidade nas contas da Prefeitura. Em termos de servidores comissionados, por exemplo, houve uma redução drástica, em comparação com o ano passado, quando esses funcionários somavam 1.230 trabalhadores, mesmo depois de inúmeras exonerações feitas pela gestão anterior. “Nós devemos trabalhar com um número de aproximadamente 850, que é, basicamente, um corte de 30%, em relação ao ano anterior”, disse Roberto. Também foram anunciados cortes em aluguéis de prédios e de máquinas, no mesmo percentual. Já na coleta de lixo e na limpeza urbana, espera-se uma economia de mais de R$ 1 milhão, sem prejudicar a qualidade do serviço, conforme acordo com a empresa responsável. As horas extras dos funcionários públicos municipais serão revistas e as gratificações deverão ser regulamentadas, como medidas de economia. 
 
Aumento de receitas
Está descartada qualquer possibilidade de aumento dos Impostos Predial e Territorial Urbano (IPTU/ITU), nesse ano. Vai ocorrer apenas uma correção, com base na inflação do último período. Durante a entrevista, foi revelado que, no próximo ano, haverá um plano de georreferenciamento, visando o aumento da arrecadação, sem sacrificar o contribuinte.
 
Apesar da proposta de economizar o dinheiro público, o objetivo da administração do prefeito Roberto Naves é continuar a prestar os serviços à população. “Nós não cortamos nenhum tipo de serviço. O que buscamos é enxugar a máquina pública e otimizar os serviços prestados à população”, sustentou.  
 
 

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