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13/12/2018 18h04 - Atualizado em 14/12/2018 11h07

Prefeitura, MP e produtores: todos do mesmo lado

Audiência pública reuniu todos os atores ligados ao Ribeirão para elaboração de decreto que vai criar Área de Proteção Ambiental

Foto: Daniel Carvalho/Ascom

Aconteceu na manhã da quinta-feira, 13, no auditório do Parque Ipiranga, audiência pública para elaboração de documento que vai resultar em um decreto para implantação da unidade de conservação – Área de Proteção Ambiental (APA) – na macrorregião do Ribeirão Piancó. Para Amélia Ferreira Mendes, ex-presidente da Associação dos Produtores do Piancó, a audiência foi muito importante para esclarecer todas as dúvidas e aliviar a angústia porque têm passado os moradores da região. “Esse encontro nos mostrou que a Prefeitura e o Ministério Público estão do nosso lado, que seremos ouvidos para a elaboração do decreto que vai criar a APA, e não ignorados como aconteceu na elaboração do Plano Diretor, que ficou pronto em 2016”, destacou.

A atual presidente da Associação, Eliete Jorge, também afirmou que os produtores não vão ficar de fora da elaboração do plano de manejo, que será formatado após estudos que vão avaliar os meios físico, biológico e social da região. “Somos os principais envolvidos e temos que ser ouvidos”, acrescentou. Com participação de grande número de produtores que vivem e trabalham no território cortado pelo manancial que abastece Anápolis, do Ministério Público de Goiás, de representantes de entidades ligadas à agricultura e ao meio ambiente e de vereadores, a reunião alcançou as expectativas de seus organizadores. “Este momento é um marco para a área de meio ambiente em Anápolis”, destacou Daniel Fortes, titular da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

Todos os setores envolvidos na discussão convergiram após as explanações dos profissionais da Secretaria de Meio Ambiente de que a implementação da APA é uma recomendação do Ministério Público à Prefeitura no sentido de cumprir o Plano Diretor da cidade, em vigência desde 2016. “E nós estamos aqui para ouvir os produtores, suas propostas, e para, juntos, trazermos os problemas à luz e com maturidade resolvê-los”, ressaltou o diretor de Limpeza Urbana, Parques e Jardins, Antônio Zayek. “É esse compromisso que esperamos da Prefeitura de Anápolis”, disse a promotora Sandra Mara Garbelini, comemorando a realização e o desfecho da audiência.

Segurança hídrica
Antônio Zayek também ressaltou que desenvolver a APA é essencial para garantir a segurança hídrica da cidade, tema que está entre as prioridades da administração do prefeito Roberto Naves. Várias reuniões foram realizadas, ao longo deste semestre, com diversos segmentos, para discutir o assunto, afirma Zayek. Ele explica que as propostas apresentada na audiência serão encaminhadas para a Procuradoria-Geral do Município para formatação do decreto, que depois será avaliado e assinado pelo prefeito. Na sequencia, uma empresa será contratada para realização de estudos, que vão avaliar os meios físico, biológico e social, para formatação do plano de manejo.

Esse plano, explica Zayek, estabelece as normas, restrições para uso, ações a serem desenvolvidas e manejo dos recursos naturais da UC, seu entorno e, quando for o caso, os corredores ecológicos a ela ligados. O diretor acrescenta que a administração municipal está atenta e comprometida em garantir que a cidade não tenha problemas com falta de água. E, prova disso, é o Pró-Água, programa criado no ano passado, com o objetivo, em um primeiro momento, de recuperar nascentes e Áreas de Proteção Permanente (APP). Até o momento, mais de 250 mil mudas de árvores nativas já foram plantadas em Anápolis.

Pró-Água
Mas, como plantar árvores pode fazer com que não falte água na casa dos anapolinos, muitos devem estar se perguntando. O também coordenador do Pró-Água, Antônio El Zayek, explica. A cobertura permanente e diversificada do solo, com plantas que usam a água de formas diferentes, que têm taxas de evaporação e transpiração diferentes, propicia, pouco a pouco, o retorno das águas usadas pelas plantas para seu crescimento que, desde que as nascentes e cabeceiras de morros estejam vegetadas, voltarão à região na forma de chuva, orvalho, garoa. E, para que isso aconteça, é necessário que haja o envolvimento dos proprietários rurais, entidades, empresas e instituições de ensino e são estas parcerias que têm sido feitas pela Prefeitura.

 

 

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