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13/03/2018 12h49 - Atualizado em 14/03/2018 12h03

Prefeitura reforça vacinação contra HPV e Meningite C

Proposta pelo Ministério da Saúde, ação objetiva ampliar a imunização, que vem em caindo no País; Anápolis tem cobertura acima da média nacional

O preconceito e a falta de informação alimentam uma engrenagem responsável por confrontos e surtos que dizimaram milhões de pessoas ao longo da história. Ainda hoje eles impactam negativamente na sociedade, a exemplo do que acontece com um grande avanço da medicina: a vacina contra o HPV (Papiloma Vírus Humano). Responsável por proteger as mulheres contra o câncer do colo do útero, por exemplo, ela tem sido negligenciada pela percepção equivocada de que desperta prematuramente a sexualidade em meninas e meninos.

A vacinação é, na verdade, o meio mais eficaz de prevenção contra o HPV, que é transmitido via relação sexual e causador de alguns tipos de câncer e problemas genitais. Países que massificaram a aplicação, a exemplo da Austrália, praticamente eliminaram essas ocorrências. Em Anápolis, assim como em todo o Brasil, a situação é bem diferente. Exceção feita a 2014, ano em que foi iniciada, a cobertura é baixa e preocupa as autoridades. É o que explica o coordenador de Vigilância e Controle à Saúde da Prefeitura, Júlio César Spíndola.

“Em decorrência da cobertura aquém das expectativas, o Ministério da Saúde decidiu fazer uma campanha extra agora esse mês. A orientação era fazer nas escolas, mas em função do tempo muito curto, optamos por realizá-la nas unidades de saúde, imunizando meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. Também teremos um Dia D, que será 23 de março”, explica Júlio César, lembrando que a cobertura em Anápolis, em 2017, chegou a 45%. “Baixa, mas acima da média nacional”, completa.

Ele aproveita para orientar os pais a superar eventuais preconceitos e levar os filhos aos postos. “Pode parecer contraditório vacinar uma criança de 9 anos contra uma doença sexualmente transmissível, mas quanto mais jovem maior a produção de anticorpos. É uma proteção para o futuro”, destaca Júlio César. O coordenador de Vigilância e Controle à Saúde ressalta que a vacina contra o HPV deve ser feita em duas doses. Quem vacinou em 2017, portanto, precisa tomar apenas essa de março. Quem for imunizado pela primeira vez, deve repetir o processo em seis meses.

Prevenção

A vacina contra o HPV contribui para redução da incidência do câncer de colo de útero e vulva nas mulheres. A imunização também previne câncer de pênis, ânus, verrugas genitais, boca e orofaringe. Pesquisa realizada nos Estados Unidos, onde há vacinação desde 2006, apontou queda de 88% da infecção oral por HPV.

Estudo realizado com homens de 18 a 70 anos do Brasil, México e Estados Unidos, aponta que os brasileiros têm mais infecção por HPV que mexicanos e norte-americanos, com índices de 72%, 62% e 61%, respectivamente. A pesquisa apontou ainda que a incidência de câncer de pênis no país é três vezes maior que entre os norte-americanos.

Meningite C

A partir deste ano a vacina contra a meningite C será aplicada em adolescentes na faixa de 11 e 14 anos, em dose única. Até 2016 ela estava disponível apenas para crianças menores de quatro anos. A doença permanece como a de maior frequência nos postos de saúde (cerca de 60 a 70% dos casos) e apresenta rápida evolução, gravidade e letalidade, com potencial epidêmico. Apesar da inclusão para os adolescentes no ano de 2017, a adesão foi pequena. Esse mês também será intensificada a vacinação, que pode ser feita em qualquer unidade de saúde da cidade.