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05/07/2018 15h08 - Atualizado em 05/07/2018 15h32

Valor médio da cesta básica apresenta redução de 5,9% em julho

O item que mais apresentou variação de preço de um lugar para o outro foi o tomate, com 223%

O custo médio da cesta básica em Anápolis apresentou redução de 5,9% em julho se comparado ao mês anterior, de acordo com um levantamento apresentado pela Secretaria Municipal de Defesa do Consumidor (Procon) nesta quinta-feira, 5. Hoje, a média do preço da cesta se encontra em R$ 133,23, sendo que em junho estava R$ 141,59 – quando ouve um aumento de 8,6% em relação ao mês de maio devido à greve dos caminhoneiros. Confira aqui a pesquisa completa.

O secretário responsável pela pasta, Robson Torres, explicou que passada a crise do combustível, toda estrutura de produção e distribuição dos gêneros alimentícios, o preço tende a voltar à normalidade. O item com maior variação de preço desta pesquisa foi o tomate com 223%, já que em alguns locais está sendo comercializado a R$ 1,39 o Kg, enquanto em outros foi encontrado a R$ 4,49 o Kg – o preço médio ficou R$ 2,49 o Kg.

O pacote de 1 Kg do sal refinado também apresentou uma variação significativa de 192%. O menor valor encontrado foi R$ 0,99 e o maior R$ 2,89. A média deste produto R$ 1,69. E o terceiro item com maior variação foi o papel higiênico fino branco (pacote com quatro unidades) com 179%. O maior valor registrado pela equipe do Procon foi R$ 1,79, sendo que o maior foi R$ 4,99. A média deste produto é R$ 3,06.

A pesquisa se trata de um compromisso firmado pelo Procon Anápolis com a população de mensalmente divulgar os preços de todos os itens que compõe a cesta básica, para garantir a economia do consumidor. “As pessoas devem ter cautela na hora da compra e realizarem, de fato, a pesquisa e avaliação de cada item. Esse é o nosso dever de casa”, orienta Robson Torres.

O levantamento foi realizado entre os dias 3 e 4 de julho em seis estabelecimentos comerciais da cidade, onde 27 itens de alimentação e limpeza doméstica foram catalogados.

Gás                                              

A respeito do aumento do gás de cozinha em 4,6% e da gasolina por conta da atualização do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em Goiás, o secretário Robson Torres, explicou que não impactará no valor da cesta básica.

Primeiro, explica ele, porque o gás não faz parte diretamente dos produtos da cesta básica, e seu uso não se correlaciona necessariamente com a produção, distribuição e comercialização destes mesmos produtos; segundo, porque os combustíveis, cujo aumento médio nas bombas pode refletir no valor de R$0,11 por litro, é relativo somente ao preço da gasolina e etanol e não ao óleo diesel. Robson acrescenta que este último é, sim, utilizado na logística de distribuição dos produtos da Cesta Básica, e que pode sim impactar no valor final de cada produto, já que interfere no preço do frete.